A dor lombar é um dos problemas de saúde mais comuns no país e no mundo. Estudos indicam que até dois terços da população brasileira já sentiram dor na região lombar, condição que lidera causas de incapacidade, consultas médicas e afastamentos do trabalho, exigindo um olhar mais atento da saúde pública.
A dor lombar, localizada na parte inferior da coluna, está longe de ser um desconforto passageiro restrito a más noites de sono ou longas horas sentado. No Brasil, os números impressionam: pesquisas apontam que cerca de 40% dos adultos relataram dor lombar nos últimos 12 meses, enquanto revisões científicas indicam prevalência anual acima de 50%. Ao longo da vida, as estimativas mostram que até 66% dos brasileiros podem sentir dor lombar, acompanhando a tendência mundial, na qual mais de 80% da população terá algum episódio de dor nas costas, segundo dados amplamente citados pela Organização Mundial da Saúde.
Embora a maioria dos casos seja episódica, a dor lombar crônica representa um desafio ainda maior. Estudos brasileiros apontam que entre 4% e 20% da população convive com dor lombar crônica, a depender da faixa etária e dos critérios utilizados. Em adultos, cerca de 18,9% relatam dor lombar persistente, número que sobe significativamente entre idosos: mais de um quarto das pessoas acima dos 60 anos apresenta dor crônica na coluna, evidenciando o impacto do envelhecimento sobre a saúde musculoesquelética.
“O que muitas pessoas não percebem é que a dor lombar não escolhe idade, profissão ou estilo de vida”, explica a médica especialista em dor Monique Guilarducci. “Quando o paciente chega dizendo que é ‘apenas dor nas costas’, muitas vezes já estamos diante de um quadro que compromete a mobilidade, o sono, o humor e até a capacidade de trabalhar”, afirma. Segundo a especialista, mulheres tendem a ser mais afetadas, assim como pessoas sedentárias, com sobrepeso, expostas ao estresse, à ansiedade e a posturas inadequadas no dia a dia.
Além do sofrimento individual, o impacto social e econômico é expressivo. A dor lombar figura entre as principais causas de incapacidade no mundo e está diretamente associada a afastamentos do trabalho, redução da produtividade e aumento dos custos para o sistema de saúde. “Precisamos enxergar a dor lombar como um problema de saúde pública, e não como algo banal ou inevitável”, destaca Monique Guilarducci. “Tratar apenas com analgésicos, sem investigar a causa e sem um plano de cuidado adequado, costuma perpetuar o problema.”
O tratamento eficaz, segundo a especialista, passa por uma abordagem individualizada, que considera o tipo de dor, o tempo de evolução e o contexto de vida do paciente. “Aliviar a dor é fundamental, mas devolver funcionalidade e prevenir a recorrência é o que realmente muda a trajetória dessas pessoas”, afirma. Diante de números tão expressivos e de um impacto que atravessa gerações, especialistas reforçam que investir em informação, prevenção e acesso a tratamento adequado é essencial — porque cada coluna que dói carrega uma história que merece ser cuidada com ciência, atenção e empatia.
Serviço:
Dor lombar
Médica especialista em dor: Monique Guilarducci
CRM-GO 29322 | RQE 15512 | 18051
Instagram: @dramoniqueglaureano
Contato: (62) 99226-2084
Local de atendimento: WP CLINIC – R. 115, 2100 – St. Sul, Goiânia – GO, 74085-325
(Fotos: Arquivo Pessoal)
