(Foto: Steve Gullick)

Assista ao trailer do curta-metragem que acompanha o projeto, Blue Morpho: The Three Act Play aqui

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O’Brien costuma citar o poeta e agricultor de Kentucky Wendell Berry: “Para conhecer o escuro, vá para o escuro”. Essa filosofia se tornou tanto guia quanto catalisador de Blue Morpho, um álbum profundamente pessoal produzido por Paul Epworth, nascido a partir de um dos períodos mais desafiadores de sua vida. Embora siga sendo um dos guitarristas mais celebrados do rock, o disco marca um recomeço, no qual O’Brien finalmente começa a definir sua própria abordagem. Com momentos de psych-folk hipnótico, guitarras luminosas, elementos de trip-hop e passagens de quietude intensa, o trabalho revela um artista que se afasta de estruturas familiares e traça novos caminhos de escuta, criação e vida. Ele atravessa a escuridão e emerge renovado, algo evidente na faixa “Blue Morpho”, inspirada pelos efeitos curativos da natureza.

Em abril de 2020, após lançar seu álbum de estreia solo Earth sob suas iniciais, O’Brien rapidamente passou a lamentar ter esperado quase uma década para gravar aquelas músicas enquanto conciliava sua agenda com o Radiohead. Parte do impulso original havia se perdido nesse intervalo, e havia pouco que ele pudesse fazer para promover o trabalho enquanto o mundo enfrentava um cenário de crise. Mais tarde naquele ano, O’Brien entrou no período mais profundo de depressão de sua vida. Incentivado por sua esposa a encarar plenamente suas emoções, ele iniciou um ritual diário, mergulhando nas práticas de respiração e exposição ao frio de Wim Hof, e depois se isolando em seu pequeno estúdio em Londres, tocando guitarra por horas até atingir um estado de exaustão mental.

Sem direções ou preconceitos, O’Brien passou a usar o instrumento como forma de navegar por 50 anos de traumas e turbulências emocionais que finalmente vieram à tona. Anos antes, quando começou a compor, Thom Yorke havia lhe dito que um dos segredos da composição era ser um bom “bibliotecário”, catalogando ideias para revisitá-las depois. Durante esse processo, ao revisitar seu passado, sua conexão espiritual com a natureza no interior do País de Gales e sua crença na possibilidade de cura, O’Brien registrou tudo o que produzia. Ao longo de quatro anos, esses fragmentos evoluíram até se tornarem Blue Morpho, seu primeiro álbum completamente desvinculado de arrependimentos do passado.

Uma série de encontros fortuitos contribuiu para a construção do disco. Após uma conexão casual por meio da escola de seus filhos, o produtor Paul Epworth se tornou um colaborador central, levando a sessões focadas ao lado do engenheiro Riley MacIntyre no País de Gales, onde as bases do álbum foram formadas. O saxofonista e compositor Shabaka Hutchings adicionou flautas após conversas em Glastonbury sobre frequência e ressonância natural. Já na Estônia, O’Brien se aproximou do compositor Tõnu Kõrvits por meio da admiração em comum por Arvo Pärt; Kõrvits então assinou os arranjos de cordas executados pela Tallinn Chamber Orchestra. O álbum foi finalizado entre o estúdio de O’Brien no País de Gales e o The Church Studios, em Londres, um espaço com mais de 200 anos e antiga função religiosa, cuja atmosfera reflete o caráter espiritual do trabalho. A sequência das faixas contou com a colaboração de Flood, enquanto a mixagem ficou a cargo de Ben Baptie.

Um curta-metragem que acompanha o projeto, Blue Morpho: The Three Act Play, será lançado junto ao álbum, com mais detalhes a serem divulgados em breve. O álbum estará disponível em CD, cassete e vinil, incluindo edições especiais.

 

Veja o trailer de Blue Morpho: The Three Act Play

[ https://youtu.be/mtMWee_CgGo?si=FMB7vfPtk3irHW8O ]

 

Tracklist:

Incantations

Blue Morpho

Sweet Spot

Teachers

Solfeggio

Thin Places

Obrigado

 

 

 

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